Tuesday, February 20, 2018

Vasto Mar de Sargaços - Jean Rhys


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Chegamos à leitura deste livro pela mão de Inês Montenegro, uma jovem e promissora autora portuguesa, e do seu excelente conto intitulado "Fragmento".

A ligação surgiu, nao directamente como é costume, ou seja por "Vasto Mar de Sargaços" ou a sua autora Jean Rhys terem sido mencionados no conto de Inês Montenegro, mas de forma diferente. Aconteceu que após o nosso post sobre o "Fragmento", vim a saber, pela sua autora, que a mesma se tinha inspirado num fragmento de "Vasto Mar de Sargaços" de Jean Rhys, para escrever o seu conto. Assim, resolvemos acrescentar esta ligação, considerando-a tão válida como as que usualmente costumamos fazer.

Na sinopse deste livro, "descobri" uma outra ligação muito interessante (ainda por seguir). Nela é dito que este livro "procura reescrever a história da primeira mulher de Edward Fairfax Rochester, «a louca do sótão»". Esta ligação ao clássico incontornável "Jane Eyre" de Charlotte Brontë, apesar de ainda não o ter lido, aumentou a minha curiosidade para a leitura do presente título.

Linked synopsis...


"Perdida entre estranhos numas Antilhas tão fascinantes como opressivas, vítima de diversos infortúnios familiares e minada pela incompreensão e desprezo do marido, Antoinette vai perdendo tudo o que amava, incluindo a segurança necessária para manter o equilíbrio mental... Este extraordinário romance desenvolve-se paralelamente ao clássico gótico de Charlotte Brontë Jane Eyre, e procura reescrever a história da primeira mulher de Edward Fairfaz Rochester, a «louca do sótão». A voz turbulenta de Antoinette, silenciada no romance de Brontë, oferece ao leitor uma possibilidade de compreender as causas dessa loucura que o romance vitoriano se empenhou em manter escondida... "
fonte: goodreads


Linked opinion...


Este livro tem tanto de sombrio quanto tem de belo, e proporcionou-me uma excelente leitura.

Foi para mim uma leitura diferente em vários aspectos, diferença essa que o fez sobressair, e que certamente contribuirá para que este texto perdure na minha memória.

Um das diferenças são os locais onde o mesmo se passa. Não tenho lido muitos textos cuja acção decorra na Jamaica e nas Caraíbas, e esses locais, para mim exóticos, espicaçaram desde cedo o meu interesse. A relevância desses locais no texto, pela forma como a protagonista se relaciona com os mesmos, as tradições, história e culturas inerentes, são sem dúvida uma mais valia. Gostei muito como a personagem principal Antoinette se encontra fortemente enraizada numa cultura que a coloca de parte, numa confusa procura da sua identidade. Mesmo quando a acção passa a decorrer em Inglaterra, local esse mais "conhecido" das minhas leituras, é muito curioso ver como ela vive sente o abismo que a separa das suas origens.

A estrutura do texto também é diferente. Dividido em três partes em que os narradores se vão alternando, faz com que as perspectivas sobre o decorrer da história se completem, e que o leitor consiga apreender uma visão mais abrangente do geral. Em relação a este aspecto, li em várias opiniões que torna a leitura confusa e que provoca dificuldades no seguir da história. Pessoalmente achei esta estrutura perfeita, e se alguma estranheza provoca, está em consonância com o resto do "sentir" do livro, uma vez que essa sensação de estranheza nunca me abandonou durante toda a leitura, e foi ela outro dos pontos fortes que para mim a fez demarcar de outras leituras.

Alguns dos temas abordados também não têm surgido vulgarmente nas minhas leituras. A escravatura é um deles. A relação entre colonizadores europeus e os nativos, bem como a dificuldade de integração dos crioulos, filhos de colonizadores, é aqui retratado em primeira mão, visto a personagem principal ser uma "béké" (crioula de pele branca, descendente dos primeiros colonos da Europa). A busca pela aceitação e pela sua própria identidade decorre neste contexto. A protagonista, enquanto mulher, é vítima também da inferiorização do seu género, mais um aspecto que concorre para a sua triste história.

Assistimos pois à história desta protagonista, uma mulher desenraízada, oprimida, perdida de si mesmo e de tudo o que lhe era querido, vítima de diversos infortúnios e forçada num casamento também ele falhado,  ser conduzida à loucura. A loucura, que para mim constituiu o tema principal desta narrativa é tratado de uma forma estranha mas em minha opinião bem conseguida, à medida que acompanhamos esta mulher neste seu percurso trágico e destrutivo, nesta espiral de acontecimentos onde ela acaba eventualmente por se perder completamente.

Em suma um livro que considero muito bom, e que apesar de já me ter apercebido que esta opinião é tudo menos consensual, não hesito em recomendá-lo.

Quanto ao facto deste livro ter como intenção ser uma prequela a Jane Eyre de Charlotte Brontë (como diz na sinopse, "procura reescrever a história da primeira mulher de Edward Fairfax Rochester, «a louca do sótão»") nada posso dizer uma vez que é uma leitura ainda por realizar. Talvez quando chegar à leitura desse título, entenda a ligação.


um livro muito bom, cuja leitura recomendo


Linked opinion by others...


Linked books...


Bom dia, Meia Noite - Jean Rhys (livro mencionado na nota biográfica da autora - "outras obras da autora", conjuntamente com o livro "Viagem no Escuro")

Confessions of an English Opium Eater - Thomas de Quincey

Jane Eyre - Charlotte Brontë (obra mencionada na sinopse do livro, onde é dito que "procura reescrever a história da primeira mulher de Edwars Fairfax Rochester, «a louca do sótão»)

O Talismã - Walter Scott (foram mencionados os "romances de Walter Scott. Neste blogue, do autor, já lemos:
pelo que nos decidimos por este título para representar essa referência - O Talismã - por ser uma "nova" leitura, que já se encontra na nossa lista de livros a serem lidos).

Selected Poems - Lord Byron (foram mencionados "os poemas de Byron" pelo que este foi o título escolhido para representar essa referência ao autor e seus poemas)

Viagem no Escuro - Jean Rhys (livro mencionado na nota biográfica da autora - "outras obras da autora", conjuntamente com o livro "Bom Dia, Meia Noite")


Linked poem...


A autora referiu-se no texto a este poema citando-o ("Rose elle a vécu"):

                    Consolation à M. Du Périer
                    de François de Malherbe 

Ta douleur, du Périer, sera donc éternelle,
Et les tristes discours
Que te met en l'esprit l'amitié paternelle
L'augmenteront toujours 

Le malheur de ta fille au tombeau descendue
Par un commun trépas,
Est-ce quelque dédale, où ta raison perdue
Ne se retrouve pas ?

Je sais de quels appas son enfance était pleine,
Et n'ai pas entrepris,
Injurieux ami, de soulager ta peine
Avecque son mépris.

Mais elle était du monde, où les plus belles choses
Ont le pire destin ;
Et rose elle a vécu ce que vivent les roses,
L'espace d'un matin.

Puis quand ainsi serait, que selon ta prière,
Elle aurait obtenu
D'avoir en cheveux blancs terminé sa carrière,
Qu'en fût-il advenu?

Penses-tu que, plus vieille, en la maison céleste
Elle eût eu plus d'accueil ?
Ou qu'elle eût moins senti la poussière funeste
Et les vers du cercueil ?

Non, non, mon du Périer, aussitôt que la Parque
Ote l'âme du corps,
L'âge s'évanouit au deçà de la barque,
Et ne suit point les morts...

La Mort a des rigueurs à nulle autre pareilles ;
On a beau la prier,
La cruelle qu'elle est se bouche les oreilles,
Et nous laisse crier.

Le pauvre en sa cabane, où le chaume le couvre,
Est sujet à ses lois ;
Et la garde qui veille aux barrières du Louvre
N'en défend point nos rois.

De murmurer contre elle, et perdre patience,
Il est mal à propos ;
Vouloir ce que Dieu veut, est la seule science
Qui nous met en repos.

Linked songs...




Linked places...


Martinica

Spanish Town
(Jamaica)

Linked flowers, plants and trees...


Frangipani

Orquídeas

Fer-de-Lance
Lacraia
Jack Spaniard

Linked historical events...


Batalha de Saints

Linked architecture...


Ajoupa


Linked art...



The Miller´s Daughter from Tennyson, by John Alfred Vinter


Linked religious celebrations...



Domingo de Ramos


Linked cults and religions...



Vodu do Haiti
Obeah

Linked looked up words...


anágua (despiu a anágua branca) - [vestuário] peça de roupa interior, espécie de saia curta, que se veste por baixo de vestidos ou saias.
béké - nas Antilhas Francesas, um béké é um residente crioulo de pele branca, da Martinica e Guadalupe, descendente dos primeiros colonos da Europa.
despaisada - estar fora do seu elemento, romper ou mudar hábitos, estar desorientada.
encilhar - apertar com cilha; arrear (a cavalgadura); [Brasil] iludir, enganar.
malva (cor) - [botânica] planta tipo da família das malváceas ; cor arroxeada da flor dessa planta.
palafreneiro - moço que tratava do palafrém ou que o acompanhava; moço que trata de cavalos.
perfunctória - que dura pouco; que é pouco importante ou pouco aprofundado; que se faz só por dizer que se fez, e não por necessidade ou com algum fim útil.
piche (preta como piche) - espécie de alcatrão.

Tuesday, February 6, 2018

Pela Estrada Fora - Jack Kerouac

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Foi pela leitura de um outro título do autor, "Orpheus Emerged" que chegámos a esta leitura.

Em Orpheus Emerged e por Jack Kerouac fazer parte da designada "Beat Generation", o editor dedicou algumas páginas à história desse movimento. Nessas páginas considerou que em termos literários, o movimento ou  geração beat contam com  três livros que considerou  essenciais. Um deles é este "Pela Estrada Fora" de Jack Kerouac.

Não tendo desgostado completamente do livro que deu origem a esta leitura e tendo o mesmo despertado a minha curiosidade sobre a geração e movimento "Beat", esta era uma leitura que já há muito queria fazer.

O facto de ser de Jack Kerouac, de ser um dos livros considerados essenciais da literatura "Beat" e de tratar de uma "road trip" americana nos anos 50, tudo me fazia ter interesse em realizar esta leitura. Assim, comprei este livro com um cheque oferta que me haviam dado, uma edição muito bonita dos editores Relógio D´Água, e com expectativas elevadas, iniciei esta leitura.


Linked synopsis...

"Considerada a obra-prima de Kerouac, um dos principais expoentes da geração beat dos Estados Unidos, sendo uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocava a mochila nas costas e o pé na estrada. Foi lançado nos Estados Unidos da América pela primeira vez em 1957.
Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café e inspirado pelo jazz, Jack Kerouac escreveu a primeira versão do que viria a ser On the Road. Kerouac escrevia em prosa espontânea, como ele chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. O manuscrito original foi rejeitado por diversas editoras, mas, em 1957, On the Road foi finalmente publicado, após inúmeras alterações exigidas pelos editores. O livro, de inspiração autobiográfica, descreve as viagens através dos Estados Unidos e México de Sal Paradise (Jack Kerouac) e Dean Moriarty (Neal Cassady).
On the Road – que no Brasil ganhou o título de Pé na estrada e tem tradução de Eduardo Bueno – exemplificou para o mundo aquilo que ficou conhecido como a "geração beat" e fez com que Kerouac se transformasse em um dos mais controversos e famosos escritores de seu tempo – embora em vida tenha tido mais sucesso de público do que de crítica.
Ao cruzar os Estados Unidos de carro, Sal Paradise e Dean Moriarty empreenderam a viagem que todos os jovens um dia sonharam em fazer, repleta de sexo, drogas, álcool e, acima de tudo, liberdade. Ao contar a história de como os dois amigos atravessaram os Estados Unidos, em inúmeras idas e vindas que incluíram uma incursão ao México, Kerouac inaugurou um novo tipo de prosa, que funciona como uma trilha sonora interna ao livro, que vai se desprendendo das palavras, das frases, dos blocos de texto. Essa escrita que tem o ritmo das ruas une a realidade ao sonho, transformando o que era uma viagem em uma busca espiritual."

fonte: wikipédia


Linked opinion...


Este livro é um marco da literatura, e com Howl de Allen Ginsberg e Naked Lunch de William Burroughs, considerado um dos livros essenciais da geração Beat. O movimento ou geração Beat , tendo origem na literatura, tornou-se um fenómeno cultural de grande influência, sendo considerado o embrião da geração hippie.

Retrato de uma geração desiludida com o estabelecido, com uma sociedade materialista e sem valores, os jovens que fazem parte desta história são os heróis do contra poder. O livro relata uma "road trip" louca,  de vários amigos pelos Estados Unidos, numa viagem de descoberta e procura do prazer.  Uma história de rebeldia e de hedonismo, recheada de aventuras e acção.

Dito isto, infelizmente a leitura deste livro foi para mim uma desilusão. Consigo compreender o seu valor literário e histórico, mas pessoalmente foi um livro que não me tocou. A leitura tornou-se até um pouco penosa.

Nunca um livro, tão repleto de acção,  que apelidaria até de "frenético" no decorrer dos acontecimentos, captivou tão pouco o meu interesse. Não conseguí nutrir qualquer empatia ou afecto por nenhum personagem e a forma como o livro está escrito também não me agradou. O facto de o autor descrever situações reais trocando apenas o nome dos seus amigos para transformar a narrativa em ficção, assemelhou-me muito com o livro anterior que dele tinha lido. É como se "Orpheus Emerged" fosse uma espécie de exercício para este livro, nada tendo acrescentado à minha opinião sobre Jack Kerouac enquanto escritor.

Reflectindo sobre a minha falta de interesse pelos acontecimentos narrados e pela filosofia de vida que lhe está na base, penso que isso terá talvez a ver com a minhda idade . Lê-lo agora aos quarenta anos talvez lhe tenha amortizado um pouco o fascínio pela rebeldia narrada. Julgo que se talvez o tivesse lido na minha juventude, a minha opinião pudesse ser diferente. Agora, assemelho a liberdade a que estes rapazes dão asas, não a uma liberdade fundamentada, não a uma verdadeira contra corrente ou a um hedonismo saudável, mas àquela pseudo liberdade que se ambiciona aos 18 anos. Fez-me pensar assim os comportamentos auto destrutivos, o abuso das drogas e do álcool, uma liberdade que longe de ser inconsequente os leva num caminho autodestrutivo contrário ao hedonismo advocado.  

Faço esta auto reflexão, uma vez que as opiniões são maioritáriamente favoráveis a este livro, o que me faz pensar que talvez alguma coisa me tenha escapado. Continuo no entanto curiosa pelos restantes livros considerados essenciais do movimento Beat e pelos seus autores. Gostaria também de ler qualquer coisa de Jack Kerouac num registo diferente que não o do relato baseado em acontecimentos reais, ou pelo menos que os seus amigos não figurassem como personagens, como aconteceu nas duas leituras que fiz até ao momento. Penso que só depois disso poderei formar uma opinião sobre o autor. Até agora, deixa-me muito a desejar este estilo adoptado.

clássico da "Beat Generation" de leitura "quase" obrigatória,
mas que pessoalmente não me agradou.


Linked opinion by other bloggers...



Linked books...


A Maldição de Capristano (A Marca de Zorro) - Johnston McCulley (foi mencionada "A Marca de Zorro", referindo-se o autor ao filme que em baixo apresentamos; ao pesquisar sobre o filme, verifiquei que era baseado neste romance de Johnston McCulley pelo que não pude deixar de o incluir)

A Vida de Cleópatra - Auguste Bailly (Cleópatra foi mencionada, pelo que resolvemos colocar este título para representar essa referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)

As Aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle (Sherlock foi mencionado e este foi o título escolhido para representar esta referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)

As Mil e Uma Noites - Antoine Gallard (Ali Babá foi mencionado e este título foi o escolhido para representar esssa referência por já se encontrara na nossa lista de livros a serem lidos)

As Torrentes da Primavera seguido de Um Gato à Chuva e Outros Contos - Ernest Hemingway (Kerouac referiu-se a um "conto Hemingwaiano" pelo que escolhemos este livro de contos de Hemingway para representar esssa referência)

As Verdes Colinas de África - Ernest Hemingway

Assim Falou Zaratustra - Friedrich Nietzsche (Nietzsche foi mencionado e este foi o título escolhido para representar essa referência, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos do autor)

Benito Cereno - Herman Melville

Cimarron - Edna Ferber
("Cimarron" foi mencionado, provavelmente referindo-se ao filme; contudo, resolvemos escolher também o livro homónimo no qual o filme é baseado, para representar essa referência)

Dark Star - Lorna Moon (foi mencionado o filme "Min e Bill" que é baseado nesta novela de Lorna Moon, pelo que decidimos aceitar esta referência como Linked Book também)

Iluminações - Uma Cerveja no Inferno - Jean-Arthur Rimbaud (Rimbaud foi mencionado e este foi o título escolhido para representar essa referência por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)

Júlio César - William Shakespeare - (Shakespeare foi mencionado. Já aqui lemos vários títulos do autor, nomeadamente:
Escolhemos assim este título que ainda não consta do nosso blog, apesar de já estar na nossa lista "to be read")

Infortúnios da Virtude - Marquês de Sade (Marquês de Sade foi mencionado e este foi o título escolhido para representar essa referência, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)

Life in The Far West - George Ruxton 

Moby Dick - Herman Melville 
(foi mencionado Ahab, do Moby Dick de Herman Melville)

Naked Lunch - William Burroughs (existe uma referência ao autor - outro dos grandes nomes da "geração beat"- nas notas do tradutor; foi escolhido este título para representar essa referência ainda que indirecta, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)

O Castelo - Franz Kafka (Kafka foi mencionado; já aqui lemos uma obra de Kafka: "O Processo", por isso escolhemos um outro título que ainda não conehecemos, para representar esta referência de Kerouac a Kafka)

O Duplo - Fiódor Dostoiévski (Dostoiévski foi mencionado, e este título foi o escolhido para representar esta referência ao autor, por já se encontrar na nossa lista de livros a serem lidos)

O Falcão de Malta - Dashiell Hammet (foi mencionado Sam Spade, detective dos romances policiais de Dashiell Hammet, tendo sido este o título escolhido para representar esta referência por ser o primeiro do autor onde surge o personagem Sam Spade)

O Grande Meaulnes - Alain-Fournier

O Homem e a Técnica - Oswald Spengler (Kerouac referiu-se a Spengler e este foi o título escolhido para representar essa referência por termos encontrado uma edição disponível em português)

O Jogo das Nuvens - Johann Wolfgang Von Goethe (Goethe foi mencionado por Kerouac; neste blogue já lemos dois títulos de Goethe: Fausto e Werther, pelo que escolhemos este "O Jogo nas Nuvens" por ser um dos títulos do autor ainda na nossa lista de livros a serem lidos)

O Lobo do Mar - Jack London (Kerouac referiu-se ao "fantasma de São Francisco de Jack London" que o tradutor em nota diz tratar-se de uma alusão a Wolf Larsen, personagem de "The Sea Wolf" de Jack London)

O Rapaz Perdido - Thomas Wolfe
(Kerouac referiu-se às "frioleiras românticas wolfianas", e este foi o título escolhido por ter sido o primeiro em português encontrado)

Os Mistérios de Paris - Eugene Sue

Rapazes e Raparigas - William Saroyan (William Saroyan foi mencionado e este foi o título escolhido, por ter sido o primeiro que encontrámos com edição em português)

Ratos e Homens - John Steinbeck (o filme foi mencionado no texto e o livro foi mencionado nas notas do tradutor)

Rei Édipo - Sófocles (Édipo foi mencionado)

Viagem ao Fim da Noite - Louis-Ferdinand Céline (Louis Ferdinand Céline foi citado : "Nine lines of crime, one of boredom" e este foi o título escolhido para representar essa referência por ter encontrado em português online)

Winnie The Pooh - A.A. Milne (O ursinho Pooh foi mencionado, tendo sido este o título escolhido para representar essa referência por já se encontrara na nossa lista de livros a serem lidos)

Linked music...











Linked radio programs...





Linked poem...



Jack Kerouac referiu-se a Hart Crane, tendo o tradutor referido este título "The Broken Tower", nas suas notas:



The bell-rope that gathers God at dawn 
Dispatches me as though I dropped down the knell 
Of a spent day - to wander the cathedral lawn 
From pit to crucifix, feet chill on steps from hell. 

Have you not heard, have you not seen that corps 
Of shadows in the tower, whose shoulders sway 
Antiphonal carillons launched before 
The stars are caught and hived in the sun's ray? 

The bells, I say, the bells break down their tower; 
And swing I know not where. Their tongues engrave 
Membrane through marrow, my long-scattered score 
Of broken intervals… And I, their sexton slave! 

Oval encyclicals in canyons heaping 
The impasse high with choir. Banked voices slain! 
Pagodas, campaniles with reveilles out leaping- 
O terraced echoes prostrate on the plain!… 

And so it was I entered the broken world 
To trace the visionary company of love, its voice 
An instant in the wind (I know not whither hurled) 
But not for long to hold each desperate choice. 


My word I poured. But was it cognate, scored 
Of that tribunal monarch of the air 
Whose thigh embronzes earth, strikes crystal Word 
In wounds pledged once to hope - cleft to despair? 

The steep encroachments of my blood left me 
No answer (could blood hold such a lofty tower 
As flings the question true?) -or is it she 
Whose sweet mortality stirs latent power?- 

And through whose pulse I hear, counting the strokes 
My veins recall and add, revived and sure 
The angelus of wars my chest evokes: 
What I hold healed, original now, and pure… 

And builds, within, a tower that is not stone 
(Not stone can jacket heaven) - but slip 
Of pebbles, - visible wings of silence sown 
In azure circles, widening as they dip 

The matrix of the heart, lift down the eye 
That shrines the quiet lake and swells a tower… 
The commodious, tall decorum of that sky 
Unseals her earth, and lifts love in its shower.


Linked people...

Schopenhauer
Gene Autry
Joel McCrea
Veronica Lake
Don Ameche
George Shearing
Alfred Charles Kinsey
Burgess Meredith
Daniel Boone
Wilhem Reich
Gary Cooper
Anita O'Day
Lucky Millinder
Lionel Hampton


Linked streets and avenues...


Third Avenue
(Nova Iorque)
50th Strret
(Manhattan, New York)
Ninth Avenue
(Manhattan, New York)
Madison Street
(Chicago, Illinois)
Clark Street
(Chicago, Illinois)
Folsom Street
(São Francisco, Califórnia)
Lake Shore Drive
(Chicago, Illinois)
Lexington Avenue
(Manhattan, Nova Iorque)
Mission Street
(São Francisco, Califórnia)
Market Street
(São Francisco, California)
South Main Street
(Los Angeles, California)
Central Avenue
(Los Angeles, California)



Linked cities, towns, burroughs and neighborhoods...


Denver
(Colorado)
Chicago
(Illinois)
Omaha
(Nebraska)
Salt Lake City
(Utah)
Los Angeles
(California)
Patterson
(New Jersey)
Hoboken
(New Jersey)
Passaic
(New Jersey)
Yonkers
(New York)
Pittsburg
(Pensilvânia)
Joliet
(Illinois)
Iowa City
(Iowa)
Des Moines
(Iowa)
Adel
(Iowa)
Stuart
(Iowa)
Steamboat Springs
(Colorado)
Truckee
(California)
Sacramento
(California)

East Harlem
(Manhattan, New York)


Bronx
(Nova Iorque)
Council Bluffs
(Iowa)
Santa Fé
(New Mexico)
Missoula
(Montana)
Rock Island
(Illinois)
Ogallala
(Nebraska)
Cheyenne
(Wyoming)
Newark
(New Jersey)
Portland
(Maine)
Battle Mountain
(Nevada)
Elko
(Nevada)
Five Points
(Denver, Colorado)
West Colfax
(Denver, Colorado)
South Bend
(Indiana)
Newton
(Iowa)
Longmont
(Colorado)
Sausalito
(Califórnia)
Tabernash
(Colorado)
Fisherman´s Wharf
(São Francisco, Califórnia)
Russian Hill
(São Francisco, Califórnia)
Lake Charles
(Louisiana)
Newark
(Nova Jérsei)
Fresno
(Califórnia)
Bakersfield
(California)
Tracy
(California)
Lubbock
(Texas)
Sabinal
(Texas)
Grapevine
(Texas)


Linked monuments, buildings and landmarks...


Penitenciária de Joliet
(Joliet, Illinois)
Universidade de Iowa
(Iowa City, Iowa)
Estação dos autocarros Greyhound na 34th Street
(Nova Iorque)
Lincoln Tunnel
Holland Tunnel
Hipódromo de Golden Gate
Birdland
(Clube de Jazz em Nova Iorque)
Coit Tower
(São Francisco, Califórnia)
Columbia Pictures
Ponte da Baía de Oakland
(Califórnia)
Metropolitan Opera
Penn Station



Linked mountains and capes...



Adirondacks
Cape Cod
Montanhas Rochosas
Rabbit Ears Pass
Berthoud Pass
Sierra Nevada


Linked rivers and lakes...


Rio Hudson
lago Michigan
rio Appomattox
Rio Sacramento



Linked publications...


The New Yorker


Linked art...


o autor referiu-se a "mulher surrealista de Modigliani"

Linked associations, companies, and brands...



autocarro da Greyhound
Benzedrina
YMCA
Boston and Maine
Missouri Pacific
máquina de lavar Bendix
tabaco Bill Durham


Linked clothing...


Mexican Huaraches


Linked drinks...


Ouzo
Cinzano
Calvados
Bourbon Old Grand-Dad
Doctor Pepper
Mission Orange
Pulque


Linked looked up words...

felá - homem de casta inferior entre os egípcios e que se ocupa dos trabalhos mais rudes.

voluta- [arquitectura]  ornato em espiral de um capitel de coluna;  o que tem forma de espiral ; [música]  Parte superior da cabeça dos instrumentos de arcoentalhada em forma de espiral; [zoologia]  Concha univalve.