Tuesday, August 5, 2014

A Arte de Amar - Ovídio

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Foram dois os títulos que nos guiaram até esta leitura:
Passo a explicar de que forma isso aconteceu. Para ler a Odisseia,  optei por um exemplar usado, que consegui através da plataforma de troca de livros Winking Books. No exemplar que recebi, um dos anteriores donos havia assinalado diversos títulos no índice da colecção (livros de bolso Europa-América), que eu decidi aceitar enquanto ligações a outros livros. Entre os títulos que um antigo dono do exemplar de Odisseia assinalou, estava este título, A Arte de Amar de Ovídio.

Em "O Anjo Ancorado", José Cardoso Pires referiu-se a Ovídio, sem especificar qualquer título deste autor. Uma vez que tinha este livro de Ovídio na lista de livros a ler pelo Linked Books, utilizei-o,  completando assim a menção ao autor.

Antes de começar a ler este livro, a expectativa era muito elevada. O trabalho realizado até agora para este blogue revelou-me muitas surpresas, e uma delas é que adoro os clássicos gregos. Esperava pois deste livro, mais uma magnífica obra, e terminá-lo a sentir-me uma privilegiada por lhe poder ter acesso, uma sortuda por o livro ter chegado até aos nossos dias.

Este exemplar foi adquirido na Feira da Ladra em Março de 2014.

Linked synopsis...
"A arte de amar é um título que procura seduzir por sua simplicidade e inquieta por sua ingenuidade. Pode-se perguntar se é necessário, útil ou conveniente ensinar esta arte, que parece evidente, fazendo parte dessas coisas tão compartilhadas e tão comuns a todos sem que seja preciso ensiná-las. Mas Ovídio busca não ensinar o sentimento, mas a habilidade; não o amor, mas a sedução. Reconcilia os dois sexos e dá à mulher sua participação e sua iniciativa neste jogo do qual séculos de 'civilização' a excluíram.
Linked opinion...
Que profunda desilusão este livro me provocou. Pensava ter um fantástico clássico grego entre mãos, e o título tão sugestivo "A Arte de Amar", fazia-me antecipar uma magnífica leitura. Infelizmente, o título é enganoso, pois não se trata aqui de nenhuma arte, e muito menos de amor,sendo o título mais adequado a este livro "Dicas de Engate". O próprio autor nas primeiras páginas desmistifica o título, alertando que o amor de que tratará na sua obra, será o "amor leviano".

É verdade, custa a acreditar, mas é assim mesmo. Já sabia que se tratava de um livro de "não ficção", mas não esperava de todo encontrar uma espécie de "livro de auto-ajuda" da antiguidade clássica! Não sei se assim pode ser considerado, mas os conteúdos parecem mesmo o que se encontraria num "guia de técnicas de engate"
Por exemplo, existem dois capítulos sobre como se ser bem sucedido no engate. Um capítulo "para eles", que julguei muito machista, não viesse um capítulo logo a seguir "para elas". Locais, modos de proceder, de vestir, de andar, sinais...enfim. Depois existe ainda um capítulo com dicas de beleza para as senhoras,  desde conselhos, como por exemplo não deixar que o amante a veja sem maquilhagem, até receitas de "mezinhas" de beleza. Encontramos ainda outro capítulo, sobre como manter a relação, mas com a devida atenção para não "cair" no amor verdadeiro, mais direccionado aos homens.

Ler livros de auto-ajuda é para mim algo semelhante a tortura mental, e este apanhou-me totalmente desprevenida...

Tentei "passar por cima" da temática, e aproveitar ao máximo as referências à mitologia grega. O autor faz uso no seu discurso de várias personagens e lendas mitológicas, que trazem uma cor especial e remetem para o imaginário o tema em mãos. Comecei por apreciar bastante o modo como o autor jogava com o real e o mitológico,  mas rapidamente me cansei, essencialmente porque esta técnica se tornou demasiado recorrente, e porque a certa altura começou a não fazer sentido algum. Era como se eu escrevesse um livro com dicas de fitness, ou um qualquer guia de preparação física, e para ilustrar as minhas dicas, estivesse constantemente a referir-me a acontecimentos e histórias de super-heróis. Faltou pois, na minha opinião, mais sobre o dia-a-dia daqueles tempos, e isso sim, seria algo que me interessaria ler.

Resumindo: não aconselhado. De todo. Costumo chegar ao fim dos clássicos gregos, com um sentimento de incredulidade por poder nos dias de hoje aceder a essas obras, e agradecida pela experiência, mas em relação a este, devo dizer (apesar de me sentir envergonhada por isso), que o terminei a pensar que se tivesse perdido, não se teria perdido grande coisa...

Linked opinion by other bloggers...
opinião em "Leitura Escrita"
opinião de Gabriella M. Sousa em "Oceano Literário"

Linked books...
Metamorfoses - Ovídio (Obra que foi referida na contra-capa deste exemplar, na nota biográfica do autor)

Ilíada  - Homero (Esta obra foi mencionada. Para além disso, foi também referida Ílion, que significa Tróia em latim, e o próprio autor: Homero).

Fragmentos Poéticos - Safo (foram mencionados os poemas de Safo, e escolhido este título de edição portuguesa)

Elegias - Tíbulo (foram referidas as obras de Tíbulo)

Linked people...
Augusto
(mencionado no prefácio)
Anacreonte
Calímaco
Propércio
Fálaris
Crasso
Geta
Perilo
 Linked mythological figures...
Reia
(mencionada no prefácio)
Héstia/Vesta
(mencionada no prefácio)
Deméter
(mencionada no prefácio)
Latona
(mencionada no prefácio)
Automedonte
Ceres
Caribdis
Cila, Filha de Niso
Andrómaca
Podalírio
Andrómeda
Milânion
Pasifae

Busíris
Heitor
Perseu
Dáfnis
Bíblis
Tália
Linked places... 
Palatino (Roma, Itália)
Ilha de Serifos (Grécia)
Ascra (Grécia)
Monte Pélio (Grécia)
Ménalo (Grécia)
Pérgamo (Grécia)
Metímna (Grécia)
Monte Ida (Creta, Grécia)
Lácio (Itália)
Cós (Grécia)
Tirinto
Numídia (Africa)
Ilha de Dia (Grécia)
Linked mythological ship...
navio Argo
Linked ancient civilizations...
Aqueus
Partos
Odrísios
Linked flora...
Arruda
Amarílis
Mirra
 Linked food...
Chícharo
Linked looked up words...
acroceráunio - que é alto e termina em ponta (estando por isso exposto aos raios).
alvaiade - carbonato de chumbo artificial.
plectro - [música] vara de marfim com que se tocavam as cordas da lira; [música] peqeuna peça para percutor instrumentos de corda = palheta; [figurado] poesia; dom poético.
pusilâmine - aquele que é excessivamente tímido; que não tem coragem para reagir; aquele que tem frqueza de ânimo ou cobardia.

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